Fantasmas — Ninguém Acredita em Mim


Algo incrível aconteceu com você?
Mas você tem medo de que ninguém acredite...


Fantasmas

Relatos reais de encontros com fantasmas e fenômenos paranormais compartilhados pela nossa comunidade.

Mistério
Traduzido do indonésio
Publicado: 2026-02-28

Na Indonésia, histórias sobre espíritos ou “coisas” que vivem nas florestas e nas aldeias são muito comuns. A gente cresce ouvindo isso. Mas, sinceramente, eu sempre achei que fosse só parte da cultura—nada além disso. Até o ano passado. Eu moro numa pequena aldeia não muito longe de Yogyakarta. Tenho uma moto e, às vezes à noite, vou visitar um amigo numa aldeia vizinha. Dá uns 25 minutos de viagem, passando por plantações de arroz e um trecho de floresta antiga. A estrada é estreita e o asfalto é irregular em alguns pontos, mas eu já passei por lá centenas de vezes. Naquela noite, nada parecia estranho. Eram por volta das 9h30, já estava escuro, mas não totalmente—porque a lua estava quase cheia. Eu estava voltando da casa do meu amigo quando, mais ou menos no meio do caminho—justo onde começa a floresta—percebi algo estranho: silêncio demais. É difícil explicar. Normalmente à noite você ainda ouve coisas—insetos, grilos, às vezes cães ao longe. Mas dessa vez parecia que… alguém tinha desligado todos os sons. No começo, não dei muita importância. Mas alguns minutos depois, vi alguém parado no meio da estrada. Isso já era estranho. Ninguém anda por ali à noite. Eu reduzi a velocidade e me aproximei. Era um homem, vestido normalmente—camisa e calça. Ele estava de costas para mim, completamente parado. Parei a uns cinco metros e disse: “Ei, está tudo bem?” Nenhuma resposta. Nenhuma reação. Pensei que talvez ele estivesse bêbado ou passando mal. Desliguei o motor e comecei a caminhar em direção a ele. Foi aí que ficou estranho. A cada passo que eu dava, parecia que a distância não diminuía. Eu dava outro passo—igual. Era como se ele permanecesse no mesmo lugar, mesmo eu avançando. Eu parei. Nesse momento, ele começou a virar a cabeça… bem devagar. Não o corpo—só a cabeça. E o jeito que ele se movia… não era normal. Muito lento, e num ângulo difícil de descrever. Eu não esperei ele virar completamente. De repente senti que precisava ir embora. Não era exatamente medo—era mais um instinto. Eu me virei rápido, liguei a moto e acelerei. Depois de uns 20 ou 30 metros, ouvi passos atrás de mim. No começo baixos, depois mais rápidos. Olhei pelo retrovisor—e vi ele. Ele vinha andando atrás de mim. Não estava correndo. Só andando… mas se aproximando. Eu acelerei o máximo que pude. Aquela estrada não permite muita velocidade, mas mesmo assim tentei. Olhei de novo—ele estava mais perto. E aí percebi algo que até hoje me assusta: as pernas dele não se moviam como deveriam. Era como se… ele estivesse deslizando. Não sei quanto tempo durou—talvez 20 segundos, talvez um minuto. De repente, o som desapareceu. Olhei de novo—ninguém. Não parei até sair da floresta. Só quando cheguei mais perto da aldeia percebi que minhas mãos estavam tremendo. Voltei para casa e não contei a ninguém. Pensei que talvez estivesse cansado, ou que tivesse imaginado tudo. Mas alguns dias depois, notei outra coisa. Na parte de trás da minha moto havia marcas, como impressões de mãos sujas. Não eram minhas—eu sei onde costumo segurar. Essas estavam mais altas… e os dedos pareciam mais longos. Depois perguntei ao meu amigo, com cuidado, se ele já tinha visto alguém naquela estrada à noite. Ele disse que evita passar por lá depois que escurece. Perguntei por quê. Ele só disse: “Melhor não passar por lá à noite.” Desde então, nunca mais usei aquela estrada à noite. Durante o dia, tudo parece normal. Mas toda vez que passo por aquele trecho da floresta, sinto algo estranho… como se alguém estivesse me observando por trás. Eu sei que isso soa como invenção. Não estou tentando convencer ninguém. Só quis contar, porque até hoje não consigo explicar o que vi naquela noite.

Mistério
Publicado: 2026-02-10

Nem sei por que estou escrevendo isso, porque se eu lesse algo assim de outra pessoa, provavelmente não acreditaria. Mas aconteceu comigo, e desde então não tenho nenhuma explicação normal. Moro numa cidade pequena na República Tcheca. Trabalho remoto, então costumo ficar acordado até tarde. Uns seis meses atrás, meu horário ficou meio estranho—eu ia dormir às 2 ou 3 da manhã, às vezes até mais tarde. Tudo começou com algo pequeno. No início do inverno, comecei a acordar quase todas as noites no mesmo horário—3:17. Não 3:15, nem 3:20—quase sempre 3:17 ou bem perto disso. No começo achei que era coincidência. Mas depois passou a acontecer todos os dias. Eu podia dormir em horários diferentes, estar exausto, e ainda assim acordava exatamente naquele momento. E o mais estranho era como eu acordava—de repente, como se algo tivesse me acordado. Não era barulho, nem pesadelo—eu só abria os olhos. Depois de uma semana, comecei a perceber outra coisa. Toda vez que eu acordava, tinha a sensação de que não estava sozinho no quarto. É difícil explicar—eu não via ninguém, mas sentia claramente uma presença. Achei que fosse coisa de sono. Mas uma noite mudou tudo. Acordei, como sempre, às 3:17. Fiquei deitado olhando para o teto. O quarto estava escuro, com um pouco de luz vindo da rua. E então ouvi um som… como se alguém estivesse batendo de leve na parede. Uma vez. Pausa. Outra vez. Fiquei imóvel. Tenho vizinhos, mas aquela parede dá para fora. Sentei na cama e escutei. Silêncio. Achei que tinha imaginado, quando ouvi de novo—mais perto. Não na parede, mas como se viesse do armário. Toc… toc. Acendi a luz. O som parou na hora. Levantei, verifiquei tudo—armário, porta, janela. Nada. Voltei para a cama, apaguei a luz. Alguns minutos depois, o som voltou. Desta vez parecia vir de lugares diferentes. Acendi a luz—silêncio. Isso continuou por meia hora. Toda vez que eu apagava a luz, os sons voltavam. Como se algo estivesse testando se eu conseguia ver. Naquela noite não dormi. No dia seguinte tentei explicar—talvez encanamento. Mas piorou. Alguns dias depois, acordei às 3:17 esperando as batidas. Mas ouvi outra coisa—um som muito baixo, como um sussurro. Não palavras, só um ruído constante. Fiquei parado. Vinha da direita, onde fica a cadeira. Virei a cabeça—parou. Acendi a lanterna do celular. E ali… não tenho certeza do que vi. Tinha algo na cadeira. Algo escuro. Não uma figura completa, mais como uma sombra densa, mas diferente de uma sombra normal. Parecia ter forma, mas eu não conseguia focar. Pisguei—sumiu. Depois disso, parei de tentar explicar. Comecei a dormir com a luz acesa. E percebi: com luz, nada acontece. Mas no escuro, tudo volta. O mais estranho aconteceu cerca de um mês depois. Decidi ficar acordado para testar. Às 3:17 em ponto, enquanto eu estava no computador, a tela apagou por um segundo. E eu senti aquela presença de novo. A tela voltou. Tudo normal. Mas havia uma pasta aberta que eu não abri. Dentro—um arquivo chamado “3_17”. Tenho certeza de que não criei. Abri. Estava vazio. Depois disso, fui ficar na casa de um amigo por algumas semanas. Lá não aconteceu nada. Mas quando voltei—na primeira noite, 3:17 de novo. Estou pensando em me mudar. Porque não sei o que é isso. E, sinceramente, não tenho certeza se quero saber.